Ordenação sacerdotal de Dom Tomás de Aquino

terça-feira, 20 de junho de 2017

Comentários Eleison DXVIII (518) - Fátima Crucial I

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar

17 de junho de 2017

O mundo está fora dos eixos – ó ódio maldito?
Obedeça a Mãe de Deus. E então a escuridão há de tornar-se luz.

Ainda há católicos que não conseguem entender a importância das Aparições e Mensagens de Nossa Senhora para os três pastorinhos em Fátima, Portugal, em 1917, juntamente com as sucessivas aparições e as mensagens dadas a uma delas, a Irmã Lúcia, durante os anos que se seguiram. Já a própria Igreja em Portugal em 1931 deu sua aprovação oficial à intervenção de Nossa Senhora, e nessas Mensagens é a própria Nossa Senhora quem dá a elas sua grande importância. Aqui está o texto da segunda parte do Segredo de Fátima, que cai diretamente sob a aprovação oficial da Igreja. É bem conhecido por muitos católicos, mas todos os homens vivos precisam entender sua importância, como se destaca nas palavras em negrito:

Para salvá-los [os pobres pecadores que estão no caminho do inferno], Deus deseja estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. Se o que eu vos digo for feito, muitas almas se salvarão e haverá paz. A guerra vai acabar. Mas se as pessoas não cessarem de ofender a Deus, uma guerra pior acontecerá durante o reinado de Pio XI. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabeis que este é o grande sinal dado por Deus de que Ele está prestes a castigar o mundo por seus crimes por meio da guerra, da fome e das perseguições contra a Igreja e contra o Santo Padre. Para evitar tudo isso, venho pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão de Reparação nos Primeiros Sábados. Se os meus pedidos forem atendidos, a Rússia será convertida e haverá paz; Se não, ela espalhará seus erros por todo o mundo, causando guerras e perseguições contra a Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. . . . . . . . . No final, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrará a Rússia a mim, e ela se converterá, e um período de paz será concedido ao mundo.

Nossa Senhora estava falando aqui em 1917. "A guerra" mencionada na linha 3 foi a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e "a guerra pior" foi a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o que não aconteceria se todos os católicos no mundo, começando pelo Papa, ouvissem Nossa Senhora de Fátima. "Para evitar tudo isso", como prometeu em 1917, ela veio novamente à Irmã Lúcia em 1929 para pedir a Consagração da Rússia. Ainda assim os católicos em geral e os homens da Igreja em particular deram-lhe pouca atenção. Como resultado, a "luz desconhecida" profetizada em 1917 por Nossa Senhora, citada a partir da linha 4 do parágrafo anterior, ocorreu como um extraordinário brilho vermelho no céu de toda a Europa na noite de 25 de janeiro de 1938, e em setembro de 1939 explodiu totalmente a Segunda Guerra Mundial, com seus 66 milhões de mortos.

Então, Fátima não era importante? Quando poderia ter nos salvado da Segunda Guerra Mundial? Mas ainda mais importante foi como Fátima poderia ter nos salvado do Concílio Vaticano II (1962-1965), e ainda poderia, em 2017, salvar-nos das consequências devastadoras desse Concílio se apenas um número suficiente de católicos despertasse e fizesse o que Nossa Senhora pediu.

Nos pontos da citação acima entre "aniquiladas" e "no final" foi enquadrado no segredo original o que veio a ser conhecido como o "Terceiro Segredo" de Fátima, na verdade a terceira parte de um Segredo único. Nossa Senhora disse que este texto deveria ser revelado no mais tardar em 1960, se a Irmã Lúcia não morresse antes disso. Mas ainda não foi publicado, quase certamente porque contém a condenação do Céu à essência do então próximo Concílio. Assim, os homens da Igreja cegos, colocados em seu projeto favorito, ousaram proclamar que Nossa Senhora tinha dito que a partir de 1960 ele poderia ser publicado: uma mentira perversa. Assim, Fátima poderia ter salvado da impiedade do homem do século XX não só o mundo, mas também a Igreja, se apenas os homens da Igreja tivessem ouvido. Fátima continua sem importância?

Caros leitores, rezem o Santo Rosário e pratiquem a Devoção dos Primeiros Sábados, como pediu Nossa Senhora de Fátima. É quando um número suficiente de nós a escutar que a Igreja e o mundo começarão a mudar.


Kyrie eleison.

domingo, 18 de junho de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº XX (20)

Mosteiro da Santa Cruz
VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 20
17 de junho de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

Num dos números desta publicação usei a expressão “tradição judaico-cristã”. Lamento tê-lo feito, porque esta expressão é também utilizada pelos liberais para confundir as inteligências, como se judeus e católicos tivessem a mesma tradição. Os judeus não têm a mesma tradição que os católicos. Os católicos têm a fé de Abraão e os judeus renegaram esta mesma fé ao renegarem o Messias predito pelos profetas, o Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Eu queria (ao utilizar a expressão “tradição judaico-cristã) ressaltar a continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento, opondo-a à tradição primordial dos gnósticos, como o faz Jean-Claude Lozac’hmeur no seu excepcional livro – “Fils de la Veuve” – editado por Chiré. Mas é necessário conformar-se com o uso na utilização das palavras. Se a expressão “tradição judaico-cristã” é sobretudo utilizada para tentar unir dois contrários (os que creem e os que não creem em Nosso Senhor Jesus Cristo), então é melhor não utilizá-la. Jean Vaquié utiliza a expressão “tradição bíblica”, melhor ainda é “tradição católica”.
Que um dia caia o véu que cobre os olhos dos judeus e que eles creiam no único Redentor, Jesus Cristo, Deus e homem, Filho eterno do Pai e Filho de Maria Santíssima.

+ Tomás de Aquino OSB
U.I.O.G.D


Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº XIX (19)

Mosteiro da Santa Cruz
VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 19
10 de junho de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

Frei Vicente do Salvador, em seu livro “História do Brasil”, conta que um herege francês, João Bouller, fora condenado à morte no tempo de Men de Sá, porque difundia sutilmente o calvinismo em nossa pátria, João Bouller fora denunciado ao Bispo Dom Pedro Leitão, que o condenou como seus erros o mereciam e, devido à sua obstinação, remeteu-o ao governador Men de Sá, que o condenou à morte.
Pe. José de Anchieta o procurou na prisão para convertê-lo e teve êxito em seu apostolado. Na hora da execução, vendo que o carrasco era pouco exercido no seu ofício, e temendo que o condenado, diante daquela angustiante situação, viesse a voltar atrás na sua conversão e perdesse sua alma, repreendeu o carrasco e o orientou no seu ofício, com o risco de incorrer em penas eclesiásticas. Mas Pe. José de Anchieta preferia correr estes riscos a ver perder-se uma alma. Assim João Bouller morreu católico; condenado, mas arrependido.
O mundo moderno não deixará de reprovar a conduta do Bispo Dom Pedro Leitão, a de Men de Sá assim como a de Pe. José de Anchieta, mas isto é devido à diminuição da fé, e não a um exame objetivo da conduta destes homens que fundaram a nossa pátria. O Liberalismo moderno não entende os tempos em que a lei do Evangelho ainda regia a vida dos povos e sobretudo a de Portugal no século XVI, pois o mundo moderno não entende a lei do Evangelho e, por isso, combate-a mesmo quando pensa defendê-la. O mundo moderno vive na ilusão: a ilusão liberal.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº XVIII (18)

Mosteiro da Santa Cruz

VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 18
03 de junho de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

Resistência?

                Entre aqueles que negam à Resistência sua razão de ser, muitos raciocinam da seguinte forma: A Fraternidade não assinou nenhum acordo com Roma; quando o fizer, aí sim haverá uma razão para resistir. Enquanto isto não acontecer, toda Resistência é sem sentido.
Raciocinar desta forma é ignorar que os inimigos da Igreja são astutos. Eles não querem que haja uma resistência à regularização jurídica da Fraternidade São Pio X. Eles querem sujeitar juridicamente a Tradição à sua autoridade. Para obter este resultado, eles agem por etapas, para não assustar ninguém. Mesmo assim esta estratégia tem encontrado resistências como a dos sete decanos e a dos três superiores de comunidades religiosas francesas. Mas, de modo geral, a estratégia romana surte efeito. A razão deste resultado é talvez mais profunda do que uma simples estratégia. “Só os santos creem no mal”, dizia Gustavo Corção. Só Dom Lefebvre, Dom Antônio de Castro Mayer criam verdadeiramente que a Igreja está ocupada por cruéis inimigos. Quem não crê no mal não verá nunca a razão de resistir e de combater energicamente os modernistas, que detêm os mais altos cargos no interior da Igreja neste momento.
Que Deus nos dê a graça de combater como o fizeram Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer; e para isso, que Deus nos dê a graça de odiar o mal com os dentes, como dizia Santa Catarina de Sena.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº XVII (17)

Mosteiro da Santa Cruz

28 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)
       Qual é o mal que se apoderou de Menzingen e tem provocado uma série de reações dentro da Fraternidade? A ilusão. A ilusão liberal. É uma ilusão pensar que nossos inimigos são amigos. É uma ilusão pensar que os inimigos do reino de Nosso Senhor Jesus Cristo irão permitir que se defenda o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo.

       A ilusão é o grande mal dos liberais católicos. Dom Gerard teve esta ilusão. Campos teve esta ilusão. Campos não era liberal, mas os liberais conseguiram enganar Campos e sua derrota foi total. Hoje eles vivem numa total ilusão.

       A Fraternidade corre para o abismo. Sete decanos se levantaram para adverti-la a respeito do perigo. Todos eles foram sancionados. Três superiores de comunidades religiosas se uniram aos sete decanos. Serão eles sancionados também?

       Menzingen não está contente pois está iludida. É a ilusão liberal. Ilusão que custou a vida a tantas comunidades.

       Resistamos fortes na Fé, seguindo os exemplos dos dois campeões que foram Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. Eles não eram liberais. Eles conheciam os liberais. Eis porque sagraram quatro bispos em 1988 e continuam a iluminar os passos dos que foram sagrados em 2015, 2016 e 2017.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

Comentários Eleison DXV (515) - Defendendo o Matrimônio

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Introibo ad Altare Dei

27 de maio de 2017

Quem um verdadeiro protesto tenta esmagar,
Desafia a Verdade, e melhor não se sairá.

Muitos de vocês já devem conhecer a Carta Aberta de sete sacerdotes superiores da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Carta co-assinada por Superiores de outras três Congregações tradicionais, na qual todos os dez protestaram há três semanas contra a tentativa das autoridades romanas de interferir em matrimônios celebrados dentro da Tradição pelos sacerdotes da Fraternidade. Muito tipicamente, as autoridades da Fraternidade ficaram do lado da Roma Conciliar e estão em processo de punir seus sete sacerdotes “subversivos”. Mas a verdadeira subversão vem daquela Roma que subverte a família e o casamento cristãos, por exemplo, através da Amoris Laetitia. Os líderes da Fraternidade estão dando mais uma prova de sua cegueira suicida. Aqui está a essência da bem escrita Carta:

Dirigida aos fieis da Fraternidade para evitar que eles sejam confundidos pela interferência de Roma, a Carta Aberta começa estabelecendo que os matrimônios celebrados pela Fraternidade nos últimos 40 anos foram e são certamente válidos. Isso porque, para fortalecer os matrimônios, o Concílio de Trento decretou que deveriam ser testemunhados por um pároco ou por seu delegado para serem válidos. No entanto, se por 30 dias não é possível sem “grave inconveniência” encontrar um tal sacerdote, então o casal pode casar-se validamente diante de simples testemunhas leigas, o que se conhece como a forma extraordinária do matrimônio (Cânon 1098 do Antigo Código).

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº XVI (16)

Mosteiro da Santa Cruz

20 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

No dia 12 deste mês, em Vienna, Estado de Virgínia, nos Estados Unidos, os quatro Bispos da Resistência consagraram a Rússia ao Imaculado Coração, afim de que esta grande nação retorne ao seio da Igreja Católica. É evidente que esta consagração não realiza o pedido de Nossa Senhora, pois cabe ao Santo Padre realizar esta consagração em união com todos os Bispos do mundo. No entanto, esta consagração é o que está em nosso alcance.

A importância da conversão da Rússia é evidente. Após ter espalhado pelo mundo inteiro os erros do materialismo ateu, a Rússia é destinada a reparar os males por ela realizados, aos quais se somam os males difundidos pelos países liberais da Europa e da América. São João Bosco, pelo que lemos na revista francesa “Sous la Bannière”, número 190, predisse que a Rússia invadiria a França arvorando uma bandeira negra, que se transformaria, em seguida, em bandeira branca. Que poderia ser esta bandeira branca senão a conversão da Rússia ao Catolicismo?

Nesta mesma revista e neste mesmo artigo, lê-se que o Pe. Gruner foi contatado, em outubro de 2013, pela Embaixada da Rússia em Roma, a qual desejava saber o conteúdo exato da Mensagem de Fátima. O Pe. Gruner, já falecido, foi um grande apóstolo de Fátima, conhecido no mundo inteiro e não foi sem razão que a Embaixada da Rússia pediu-lhe informações sobre Fátima, preferindo-o, provavelmente, às autoridades do Vaticano.

Quanto mais o mal faz progressos, tanto mais Deus revela aos homens os tesouros de sua misericórdia. Que nossas orações possam apressar o triunfo do Imaculado Coração sobre a Rússia e sobre todo o mundo, a começar pela conversão dos homens da Igreja que querem sujeitá-la aos piores inimigos de Nosso Senhor.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

Comentários Eleison CXI (511) - Deus Convoca

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Introibo Ad Altare Dei
26 de abril de 2017

Deus é o Mestre da estrutura cósmica.
Os homens contorcem-se, o Céu enche-se da mesma forma.


O padre Jean-Michel Gleize, professor de Teologia no Seminário de Écône da Fraternidade São Pio X, escreveu dois artigos sobre problemas candentes de hoje que lançam uma interessante luz sobre as suas soluções. Em primeiro lugar, pode o Papa cair em heresia formal? Resposta: talvez, porque os Papas nem sempre foram tidos como isentos de erros, como tem sido sustentado nos últimos séculos. Em segundo lugar, o documento papal Amoris Laetitia mostra que o Papa Francisco caiu em heresia formal? Resposta: estritamente falando, não, mas, na verdade, pode-se afirmá-lo, porque o neomodernismo mina a doutrina enquanto finge sustentá-la. Esta segunda pergunta terá de esperar por outro número destes “Comentários”, pois se o Pe. Gleize não quis ser apanhado entre o sedevacantismo e o liberalismo, ele teve de abordar a primeira questão antes.

No primeiro e mais curto artigo, ele diz que a partir da “Reforma” Protestante, os teólogos católicos em geral, notadamente S. Roberto Belarmino, sustentaram que o Papa não pode cair na negação consciente e pertinaz do dogma da Igreja, isto é, em heresia formal. Eles citam Nosso Senhor dizendo a Pedro para confirmar seus irmãos na Fé (Lc XXII, 32), o que pressupõe que Pedro não pode perdê-la. E eles argumentam que nunca na História da Igreja um Papa caiu em heresia formal. Por outro lado, antes da revolução protestante, diz o Pe. Gleize, os teólogos católicos do século XII ao XVI geralmente julgaram que um Papa pode cair em heresia formal, e esta opinião tem continuado, embora com menos frequência, até os tempos modernos.

Comentários Eleison DX (510) - Predições Sobre a Igreja

Por Dom Richard N. Williamson
Tradução: Borboletas ao Luar
 
22 de abril de 2017


Tudo no horizonte da Igreja é obscuro, obscuro.
Mas não tenha dúvida - Deus salvará a barca de Pedro.

Como seria de esperar, tem havido não pequenas reações de leitores ao retrato da Fraternidade Sacerdotal São Pio X "declinando lentamente", como apresentado em dois números recentes destes "Comentários". A reação mostra que nem todos os católicos estão cegos ou sem pensar. Aqui estão dois leitores especulando, um sobre o futuro próximo da Fraternidade, o segundo sobre o futuro mais distante da Igreja. Eis o primeiro:

A desestabilização, a confusão e o abrandamento das mentes dos sacerdotes e leigos da Fraternidade, infelizmente continuarão, e para muitos se tornará ainda mais doloroso, porque a liderança atual da Fraternidade perseverará e continuará seguindo em frente com o jogo que estabeleceu com os semiconservadores. A consagração dos bispos "urgentemente necessários" (Dom Tissier) não será mencionada. E quando a eleição dos superiores da Fraternidade já não puder ser evitada no Capítulo Geral normalmente previsto para julho de 2018, os atuais líderes da Fraternidade farão tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar que sua busca pelo reconhecimento por Roma continue ininterrupta.

Dependendo de quantas orações sejam feitas para o resgate da fortaleza da verdadeira Fé construída pelo Arcebispo Lefebvre, o Deus Todo-Poderoso pode intervir com um milagre para salvá-la, mas humanamente falando, dir-se-ia que a podridão se alastrou muito para que ela seja salva. Assim, o apostolado mundial da Fraternidade necessita urgentemente de alguns bispos novos e mais jovens, mas como eles podem ser escolhidos para servir a verdadeira Fé anticonciliar sem se indispor com os romanos conciliares que são os únicos que podem dar à Fraternidade o reconhecimento tão desesperadamente perseguido pelo Quartel General da Fraternidade em Menzingen? O Arcebispo Lefebvre disse em 1988 que essa perseguição seria a "Operação Suicídio" da Fraternidade, mas desde quando os liberais ao fazerem cruzada já recuaram? A cruzada pela sua Admirável Nova Ordem Mundial é sua verdadeira religião, esqueça o catolicismo.

O segundo leitor pressupõe que o suicídio da Fraternidade é um trato feito, e ele olha para o futuro da Fé sem a Fraternidade, mais de um ponto de vista divino.

O silêncio que vem de Écône sobre a 'regularização' no momento é ensurdecedor. Parece que o acordo é, na realidade, um "fato consumado". Nesse caso, podemos agora voltar a nossa atenção para o longo caminho de recuperação e cuidado que os Refugiados Católicos Tradicionais certamente precisarão. Uma restauração da ordem a partir do caos e um bote salva-vidas para agarrar, enquanto o navio de Roma que afunda suga os fracos na fé para o fundo do mar. A Fé está diminuindo ou simplesmente se purgando daqueles que têm sido infiéis? Deus nos ajude!

Quando pensamos no futuro da Igreja hoje, devemos ter em mente que a situação é tão dramática que tudo pode acontecer, ou seja, que ninguém sabe de nada, porque se a Fraternidade que tem atuado como uma boia para a Verdadeira Fé por 40 anos está realmente afundando, então o que ainda impede a Roma Conciliar de sugar os fracos na fé até o fundo do mar? Mas Deus é Deus, e Ele pode intervir a qualquer momento e de várias maneiras para interromper o caminho da Sua Igreja para a destruição. No entanto, o pessimismo humano deste leitor parece bem justificado neste momento.

Menos fácil de entender é seu otimismo pelo futuro de uma restauração da ordem e o lançamento de um bote salva-vidas, se os Papas permanecerem conciliares. Pois se há alguma lição a extrair da história da "Resistência" desde 2012, é a extrema dificuldade de fundar uma obra católica sem a aprovação do que pelo menos parece ser a Igreja oficial. A Verdade Católica é imensamente forte por si mesma, mas sem o apoio e a proteção da Autoridade Católica, que é a autoridade de Nosso Senhor, a Verdade permanece altamente vulnerável. Por exemplo, dentro de uma estrutura de autoridade um sacerdote pode facilmente submeter-se a uma proposição com a qual ele discorda, mas fora de qualquer estrutura, ele pode facilmente contestar a sabedoria da mais sábia das proposições.

Paciência. O problema é insolúvel. Oremos e esperemos que o Deus Todo-Poderoso nos atordoe com a Sua solução!


Kyrie eleison.

sábado, 13 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 15

Mosteiro da Santa Cruz

13 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

     Dom Gerardo Zendejas foi sagrado no dia 11 de maio por Sua Exa. Revma. Dom Richard Williamson tendo como co-sagrantes Sua Exa. Dom Jean Michel Faure e o autor destas linhas.

     Ao sagrar os quatro Bispos da Fraternidade São Pio X em 30 de junho de 1988, Dom Marcel Lefebvre lhes indicou duas funções: administrar os sacramentos e assegurar a pregação da fé.

     A razão destas sagrações de 1988 era a gravidade da situação em Roma. Dom Lefebvre dizia: “Eles não mudaram senão para pior”. Hoje nós devemos, infelizmente, dizer o mesmo. Eis porque a operação sobrevivência iniciada por Dom Lefebvre continua hoje com a sagração de Dom Gerardo Zendejas, que deverá administrar os sacramentos e assegurar a pregação da fé católica, para a maior glória de Deus e salvação das almas.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 14

Mosteiro da Santa Cruz

6 de maio de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12) 

       O Papa Francisco introduziu a estátua de Lutero no Palácio Apostólico. Seria isto a abominação da desolação posta no lugar santo? Sim, se a este fato acrescentarmos tudo o que se soma e que se somará ainda em matéria de heresias, erros, profanações e sacrilégios que a nova religião institui em toda parte.

       Mas é disto que fala a Sagrada Escritura, ao falar da abominação da desolação posta no lugar santo? Que é exatamente esta abominação da desolação?

       São Jerônimo passa em revista o que pode ser designado por esta expressão e fala do Anticristo e da heresia. Ora Lutero foi um herege e um precursor do Anticristo. Sua estátua no Vaticano é um sinal precursor dos maiores males preditos na Sagrada Escritura.
Que Nossa Senhora de Fátima nos proteja destes males.

+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - Nº 13

Mosteiro da Santa Cruz
29 de abril de 2017


“Vox túrturis audita est in terra nostra”

(Cant. II, 12)


     Se Deus quiser, uma nova sagração virá, no dia 11 do próximo mês, reforçar as fileiras dos que combatem pela fé e pela honra de Nosso Senhor Jesus Cristo.

     É a divindade de Nosso Senhor que nos dá a certeza de que nosso combate é o bom combate. Lutar para defender os direitos de Nosso Senhor sobre toda criatura, sobre todos os povos, sobre todas as nações não pode ser senão o bom combate.

     Esta sagração se fará no mês de maio e está assim sob a proteção do Imaculado Coração de Maria, do qual devemos esperar a salvação do mundo e o restabelecimento da realeza de seu divino Filho.

     No prolongamento das sagrações de 1988 queremos simplesmente continuar a obra de Dom Marcel Lefebvre, a cujo heroísmo deve-se o não terem triunfado as portas do Inferno contra a Santa Igreja Católica.




+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Comentários Eleison DIX (509) - Ressurreição Argumentada




Por Dom Richard N. Williamson
15 de abril de 2017


Jesus ressuscitou dos mortos? Como diz a Escritura,
Eu não preciso de fé para argumentar que Ele o fez.


Na véspera do Dia de Páscoa, lembremo-nos de quão razoável é acreditar em um acontecimento tão extraordinário como o de um ser humano falecido irrompendo da sepultura por trás de uma pedra normalmente pesada o suficiente para impedi-lo de sequer sonhar em fazer tal coisa. Vamos, em primeiro lugar, ao "Como" teológico da Ressurreição, e depois ao histórico "Se" aconteceu.

Para os católicos que pela dádiva da fé sobrenatural acreditam que na Encarnação da segunda Pessoa divina da Santíssima Trindade, em plena posse da completa Natureza divina, uniu a si mesma uma natureza humana completa, fazendo duas naturezas numa Pessoa divina, não é difícil entender como a Ressurreição ocorreu. Na Cruz, a Pessoa divina verdadeiramente morreu, não em Sua Natureza divina imortal, mas em sua natureza humana, capaz de morrer como qualquer outro homem mortal pela separação de sua alma humana de seu corpo humano. No entanto, embora estes dois em Jesus Cristo pudessem ser separados um do outro, nenhum deles foi separado da Pessoa divina, razão pela qual os católicos recitam em seu Credo que Ele (corpo e alma) "sofreu e morreu", e que Ele (o corpo) "foi sepultado", e que Ele (alma) "desceu aos Infernos” (não o Inferno dos condenados, mas o Limbo das almas boas mortas que esperavam a morte redentora de Cristo para abrir para elas as portas do Céu fechadas por Adão e Eva). Como tanto o corpo humano quanto a alma humana de Cristo permanecem cada um deles unidos à Pessoa divina, pode não ter sido fácil para essa Pessoa morrer a morte atroz na Cruz, mas foi fácil reunir Sua alma humana com Seu corpo humano no sepulcro, para que Sua natureza humana voltasse à vida. E nenhuma pedra na Terra poderia ter sido pesada o suficiente para impedi-lo de voar imediatamente para Sua Mãe para consolá-la.

Mas será que uma alma deve então possuir o dom sobrenatural da fé para aceitar a realidade da Ressurreição? Não necessariamente. Se uma mente descrente, mas reta, considerar os argumentos meramente naturais tirados da psicologia natural e da história humana, ela pode facilmente concluir que somente algum evento pelo menos tão sensacional como a Ressurreição pode explicar os fatos como os conhecemos (e que ninguém diga que a Ressurreição é tão doce, pegajosa e agradável que ninguém precisa de argumentos! Os homens necessitam de argumentos! Deus não colocou nossas cabeças no topo à toa!).

Em primeiro lugar, vejamos a psicologia humana argumentando a partir dos Apóstolos. Durante três anos eles aprenderam a crer, confiar e amar o Mestre divino. Então ele é executado em público como um criminoso comum, depois do que todos eles fugiram no Jardim do Getsêmani. E depois da Paixão eles estão totalmente desanimados (Jo. XX, 19), algo absolutamente normal naquelas circunstâncias. No entanto, dentro de 50 dias aqui eles estão de volta a Jerusalém, enfrentando os judeus e convertendo-os a crer em Jesus Cristo, milhares de uma vez (Atos II, 41, IV, 4). E dentro de mais 300 anos esses Apóstolos e seus sucessores terão convertido o próprio Império Romano. Esses são os fatos da história. O que poderia ter acontecido e que fosse inferior a algo tão sensacional como a Ressurreição para explicar tal transformação psicológica de cães chicoteados (por assim dizer) em conquistadores do mundo?

Em segundo lugar, vejamos a história humana argumentando a partir dos judeus. Eles odiaram a Cristo e mataram-no, e eles têm-se esforçado para destruir Sua Igreja desde então. No entanto, dentro de 50 dias aqui estão seus seguidores, ordenando-os a serem batizados em nome de Jesus Cristo, usando a Ressurreição como seu principal argumento. Não seria a melhor maneira de detê-los mostrar o corpo morto de Cristo? E podemos duvidar que, então, assim como agora, eles não tinham todo o dinheiro, a polícia e o poder à sua disposição para encontrar algum cadáver se ainda estivesse ali para ser encontrado? Mas a Cristandade, em vez de ser parada, decolou. A única explicação que pode ser dada é que não havia nenhum cadáver para ser encontrado. A Ressurreição é verdadeira. Não é preciso sequer ter uma fé sobrenatural para aceitá-la. Então, Pedro estava certo – Atos II, 38 –: "Façam penitência e sejam batizados em nome de Jesus Cristo".


Kyrie eleison.

Tradução: Borboletas ao Luar